"TAMANQUERO"
(domínio público, coco da Paraíba anotado por Mário de Andrade)
Tamanquero quero um pá, quero um pá, quero um pá
Eu quero um pá de tamanco pr’eu calçá
Mas habitava Adão nesse jardim
Ai que Jesus pra ele tinha plantado
Ai mas um dia se viu triste isolado
Foi se queixar a Jesus dizendo assim:
A beleza que fizeste para mim
Ai não me dá prazer nem alegria
Jesus Cristo perguntou o que queria
Ele disse: Senhor o meu desejo
Ah é ver outro igual a mim porque não vejo
Um outro ser que me faça companhia
Ah é ver outro igual a mim porque não vejo
Um outro ser que me faça companhia
Tamanquero quero um pá, quero um pá, quero um pá
Eu quero um pá de tamanco pr’eu calçá
Tamanquero quero um pá, quero um pá, quero um pá
Eu quero um pá de tamanco pr’eu calçá
Mas habitava Adão nesse jardim
Ai que Jesus pra ele tinha plantado
Ai mas um dia se viu triste isolado
Foi se queixar a Jesus dizendo assim:
A beleza que fizeste para mim
Ai não me dá prazer nem alegria
Jesus Cristo perguntou o que queria
Ele disse: Senhor o meu desejo
Ah é ver outro igual a mim porque não vejo
Um outro ser que me faça companhia
Ah é ver outro igual a mim porque não vejo
Um outro ser que me faça companhia
Tamanquero quero um pá, quero um pá, quero um pá
Eu quero um pá de tamanco pr’eu calçá
“Um show para ouvir
com a imaginação”
Tamanquero é interpretada pela banda Axial, que conta com a vocalista e tecladista Sandra Ximenez, o contrabaixista e arranjador, Felipe Julián e saxofonista e clarinetista, Leonardo Muniz Corrêa. Eles apresentam um repertório popular tradicional com elementos da música eletrônica e eletroacústica, inserindo literatura e muita tecnologia.
O resultado são canções de alta qualidade e extremamente agradáveis, que invadem os limites entre as linguagens da literatura e música, além de resgatarem antigos idiomas.
As canções Oriki de Oxum e Oriki de Iemanjá são composições da própria vocalista que usou letras em nagô-iorubá, adaptadas por Antônio Risério. Ela também compôs a letra de Sono Bom, que é a última faixa do CD. Papaloko e Papadambalah, são duas emocionantes cantigas de negros escravos dos Haiti. A forte influência dos cultos afro-brasileiros também aparece nas músicas, Vo Guerê Iemanjá, que faz parte da tradição do tambor-de-mina, Torre das Mercês e Ana na Cacimba, que vêm da casa Fanti-Ashanti, no Maranhão.
Tamanquero, uma das minhas preferidas, é um coco paraibano recolhido por Mário de Andrade durante suas viagens etnomusicais.
Tamanquero, uma das minhas preferidas, é um coco paraibano recolhido por Mário de Andrade durante suas viagens etnomusicais.
“Com a premissa de fazer música contemporânea, o primeiro CD do Axial perseguiu o conceito de eixo. Fomos encontrando novos ambientes e uma compreensão urbana para canções muito antigas da tradição brasileira como pontos do Candomblé em idiomas africanos, reisado de Alagoas, e as caixeiras do divino do Maranhão. Também nos identificamos com a presença negra no Haiti, que gerou cantigas numa língua crioula de extrema beleza. Percorrendo verticalmente esse eixo, chegamos à literatura de João Guimarães Rosa e dos orikis, forma poética iorubá, que sonorizamos e musicamos. Com essa inspiração e usando nossas ferramentas - instrumentos, sons diversos, voz, ruídos, computadores - começamos a compor e escrever completando o conjunto deste repertório" diz Sandra, que também faz parte do grupo "A Barca".
Vale a pena conferir o projeto criativo, experimentalista e único do Axial, que recentemente fez uma apresentação em Berlin. Os integrantes Felipe e Sandra também realizam oficinas e curso em audiocenografia - produção musical e voz - repertório, respectivamente. No site dá pra baixar o CD virtual da banda e conferir entrevistas com os integrantes que já estão preparando o próximo CD.
http://www.axialvirtual.com/
Axial – CD indepentende, 2004
Faixas:
1 – PAPALOKO
2 – TAMANQUERO
3 – ORIKI DE OXUM
4 – PAPADANMBALAH
5 – ESPAÇO VAZIO
6 – TORRE DAS MERCÊS
7 – BURITI
8 – ANA NA CACIMBA
9 – VÔ GUERÊ IEMANJÁ
10 – ORIKI DE IEMANJÁ
11 – IEMONJÁ
12 - CANTIGAS D’ÁGUA
13 – SONO BOM
Faixas:
1 – PAPALOKO
2 – TAMANQUERO
3 – ORIKI DE OXUM
4 – PAPADANMBALAH
5 – ESPAÇO VAZIO
6 – TORRE DAS MERCÊS
7 – BURITI
8 – ANA NA CACIMBA
9 – VÔ GUERÊ IEMANJÁ
10 – ORIKI DE IEMANJÁ
11 – IEMONJÁ
12 - CANTIGAS D’ÁGUA
13 – SONO BOM
http://www.axialvirtual.com/AXIAL_papaloko1.mp3 clique aqui para terminar de ler
"PAPALOKO"
(domínio público, canção de escravos do Haiti)
Papaloko ou sé van
Pousé-n alé
Nou sé papiyon
Na pote nouvèl bay agoué
E tou sa ki di biyin
Jé-m layé
E tou sa ki di mal o-o
Jé-m layé
Papaloko ou sé van éy
Pousé-n alé
Nou sé papiyon
Na poté nouvèl bay agoué
Paròl Papaloko, paròl ampil-o
Pousé-n alé
Nou sé papiyon
Na poté nouvèl bay agoué.
(domínio público, canção de escravos do Haiti)
Papaloko ou sé van
Pousé-n alé
Nou sé papiyon
Na pote nouvèl bay agoué
E tou sa ki di biyin
Jé-m layé
E tou sa ki di mal o-o
Jé-m layé
Papaloko ou sé van éy
Pousé-n alé
Nou sé papiyon
Na poté nouvèl bay agoué
Paròl Papaloko, paròl ampil-o
Pousé-n alé
Nou sé papiyon
Na poté nouvèl bay agoué.



2 Comments:
Não conhecia; mas deve ser nO mínimo bem interessante...
olha soh!
estou em tds!
viu?
viu?
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